Turismo do Centro espera continuar a crescer “acima dos 2 dígitos” em 2018

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O presidente do Turismo do Centro de Portugal, mostrou-se hoje confiante, em Macau, de que a região vai continuar a crescer “acima dos dois dígitos” em 2018.

“Em 2017, os dados do INE [Instituto Nacional de Estatística] revelam que a região Centro foi a que mais cresceu em percentagem nas dormidas e numa vantagem muito significativa, cerca de três vezes mais do que cresce a média nacional”, começou por afirmar, lembrando “que não é uma novidade”.

Apontando os exemplos, segundo os mapas do INE de abril ou de maio de 2017, o Centro de Portugal foi a região que mais cresceu comparativamente com todas as outras regiões e, inclusivamente, com aquilo que foi o crescimento de Portugal.

“Há uma tendência de crescimento que se verifica”, acrescentou num encontro com jornalistas à margem do 43.º Congresso Nacional da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), que decorre em Macau, no qual a diretora de área de feiras da FIL e responsável pela BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa, Fátima Vila Maior, anunciou que o Centro será o “destino convidado” da feira em 2018.

“A nossa perspetiva é que em 2018 se vai confirmar esse crescimento (…). Acredito que em 2018 – não sei se cresceremos na ordem dos 16 ou 16,5%, como até aqui -, mas, seguramente, acima dos dois dígitos”, afirmou Pedro Machado.

O responsável disse ainda que “se em maio havia a perspetiva de que esse crescimento se verificaria não apenas pelo Centenário das Aparições, mas muito em particular pela presença do santo padre, os dados de setembro vêm não confirmar essa perceção, mas aquela que temos de que o destino por ser diverso, e particularmente para os mercados externos – que cresceram acima dos 28%, segundo o INE, uma cifra muito significativa -, e o trabalho que estamos a fazer com os operadores internacionais, a diversidade dos mercados, a nossa aposta já consolidada quer para o turismo religioso quer para o mercado americano, quer para o mercado do Canadá, e o reforço da posição em Israel fará com que, seguramente, tenhamos em 2018 um crescimento consolidado”, explicou.

O presidente do Turismo do Centro disse também que a região hoje acredita, ser cada vez mais complementar às duas grandes áreas metropolitanas do país, Lisboa e Porto.

“Temos uma relação de grande proximidade, por força da geografia, com o aeroporto Sá Carneiro [Porto] e com o ‘aeroporto da Portela’ [Lisboa]. Somos cada vez mais uma região que está em complementaridade com os destinos, estamos de alma e coração inclusivamente com o programa ‘stopover’, é uma novidade sobretudo para finais de 2017 e 2018 – a região Centro não estava na primeira linha em 2017 e vai estar sobretudo no caso de Sá Carneiro para destinos como Aveiro ou Viseu. No caso de Lisboa, sobretudo, em toda a área Oeste até à região de Leiria”, concluiu.

Em 14 de novembro, o INE indicava que em setembro houve um aumento de 16,2% no total de dormidas em hotelaria na região Centro, em comparação com setembro de 2016. “Comparativamente, no mesmo período em análise, o crescimento de dormidas no país foi de 5% – ou seja, a procura do Centro de Portugal cresceu três vezes mais que a média nacional”, lembrava o Centro de Portugal em comunicado.

As regiões que mais cresceram em setembro, depois do Centro de Portugal, foram os Açores (+12,7%) e o Alentejo (+11,6%).

No 42.º Congresso Nacional da APAVT, para além do anúncio da BTL, têm sido divulgadas algumas medidas de apoio à recuperação do Turismo do Centro, região de Portugal muito fustigada recentemente pelos incêndios.

Na quinta-feira, a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, disse que o Turismo de Portugal vai ter também um programa de incentivos financeiros para a realização de congressos nas zonas afetadas pelos incêndios.

Já o presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira, anunciou que a associação criou e custeou um ‘site’ – ‘O Centro das atenções’ – sobre o turismo do Centro, que estará vivo “ao longo de, pelo menos, todo o próximo ano”, chamando a atenção para “todas as oportunidades que se mantêm inalteradas, na região”.

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