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UE/Cimeira: CDS-PP espera que Governo tenha “unhas” e critério para gerir apoios

Braga, 21 jul 2020 (lusa) – O líder do CDS-PP defendeu hoje que o Governo tem que “ter unhas” para gerir os novos Fundos Europeus e que as prioridades “têm que estar muito claras” e não aplicar o dinheiro em “obras públicas de fachada”.

Em Braga, à margem de uma visita de uma cantina social promovida por um colégio privado da cidade, que desde março já distribuiu mais de 45 mil refeições, Francisco Rodrigues dos Santos lembrou que Portugal “tem uma tradição muito infeliz” na aplicação de Fundos Europeus e o dinheiro acordado em Bruxelas para ajudar a recuperar a economia da zina euro deve ser para “salvar empresas, dar oxigénio ao tecido empresarial e manter empregos”.

Após o Conselho Europeu ter chegado a acordo sobre um pacote total de 1,82 biliões de euros para retoma económica, o primeiro-ministro, António Costa, referiu que, “no total, entre verbas disponíveis através do próximo Quadro Financeiro Plurianual e verbas mobilizadas a partir do Fundo de Recuperação, Portugal terá disponíveis 45 mil milhões de euros” nos próximos sete anos.

“O que os portugueses estão à espera, mais do que palavras retóricas ditas por gente engravata em Bruxelas é ver para quer e compreender como é que este dinheiro vai ser investido em Portugal e só ai será possível dizer se este foi ou não um bom acordo para Portugal”, respondeu o líder social-democrata quando questionado sobre o referido acordo.

“Na opinião do CDS o Governo tem que ter unhas para tocar esta guitarra e as prioridades tem que estar muito claras nesta injeção de dinheiro na nossa Economia. Ele tem que servir para salvar as nossas empresas, dar oxigénio ao tecido empresarial e poder manter empregos e evitar despedimentos”, salientou.

Para Francisco Rodrigues dos Santos, “mais do que querer abrir um programa de obras públicas de fachada”, o Governo tem que ter em conta as prioridades do país, segundo o CDS-PP: “As prioridades do nosso pais devem ser injetar liquides na economia, fazer um choque de tesouraria nas empresas e iniciar um quadro de recuperação social para todos os portugueses que estão a passar dificuldades”, enumerou.

O centrista afirmou ainda que “sendo certo que Portugal tem uma tradição muito infeliz de desperdícios de fundos comunitários” que espera que tal “não se venha aplicar desta vez”.

“Temos que aguardar para perceber onde o governo vai injetar este dinheiro e só aí podemos fazer uma análise do mérito deste acordo (…) Utilizando uma linguagem futebolística, não é por um avançado ter boas chuteiras que faz necessariamente golos. Ele tem que ter alguma perícia, algum engenho e arte”, afirmou.

O CDS-PP defendeu ainda que Portugal deve “depender o menos possível das soluções que a Europa encontra” para o país: “No orçamento retificativo tivemos oportunidade para dar um passo significativo para começar a mitigar os efeitos desta pandemia que não foi dado, estamos excessivamente expostos à ajuda que veio de Bruxelas”, referiu.

“Mas precisávamos deste apoio como de pão para a boca para a nossa economia mas só o que esperamos do Governo é que haja critério e fiscalização na atribuição destes fundos”, finalizou.

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