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UE/Cimeira: PAN destaca importância encontrar valor que permita “plano de recuperação efetiva”

Lisboa, 20 jul 2020 (Lusa) — O porta-voz do PAN considerou hoje “fundamental” que o Conselho Europeu acorde “um valor que dê corpo a um plano de recuperação efetiva” dos estados-membros, e que as verbas sejam aplicadas a partir do início do próximo ano.

“Eu acho que é fundamental conseguirmos chegar a um determinado valor que, podendo não ser o ideal, que consigamos aqui ter um mecanismo de recuperação económica sem precedentes”, disse André Silva, em declarações aos jornalistas, em Lisboa.

O líder do Pessoas-Animais-Natureza considerou que o impasse na busca de um acordo para o relançamento europeu após a crise da covid-19 “é natural” uma vez que “estão aqui vários interesses em jogo” e “têm havido aqui vários obstáculos de vários países”.

“Para nós, o mais importante é que haja neste preciso momento um valor que dê corpo a um plano de recuperação efetiva e que não esperemos muito mais, pelo menos neste fase, para que essas verbas seja disponibilizadas, para que até ao final do ano, ou pelo menos para que a partir de janeiro de 2021, essas verbas possam começar a ser aplicadas nas economias”, assinalou.

André Silva apontou igualmente que “há uma vontade de chegar a um consenso ou, pelo menos, a uma conclusão”.

“E estou em crer que ainda hoje teremos notícias de que conseguiremos, pelo menos, que uma parte significativa daquilo que são as verbas a fundo perdido, que são fundamentais para a recuperação dos vários países da União Europeia tenha bom porto”, acrescentou.

O plenário do Conselho Europeu, que decorre em Bruxelas em busca de um acordo para o relançamento europeu após a crise da covid-19, será retomado à tarde.

De acordo com fontes europeias, sobre a mesa estará uma proposta que mantém o montante global do Fundo de Recuperação em 750 mil milhões de euros — como propunha a Comissão –, com os subsídios a fundo perdido a pesarem 390 mil milhões de euros, montante que já terá tido ‘luz verde’ dos 27.

Tanto o plano franco-alemão como a proposta da Comissão Europeia defendiam subvenções num montante de 500 mil milhões de euros, algo rejeitado pelos chamados países ‘frugais’ (Holanda, Áustria, Suécia e Dinamarca), que exigiam que as subvenções ficassem abaixo dos 400 mil milhões de euros.

O objetivo de Charles Michel para esta madrugada passou, então, por tentar ‘fechar’ o Fundo de Recuperação, deixando as negociações sobre o Quadro Financeiro Plurianual da União de 2021-2027 para depois de algumas horas de sono, esta tarde.

Reunidos desde sexta-feira de manhã, os líderes europeus não lograram ainda chegar a um acordo sobre o próximo quadro orçamental para 2021-2027 e o Fundo de Recuperação, os pilares do plano de relançamento da economia europeia para superar a crise da covid-19.

O terceiro dia da cimeira, no domingo, foi o mais longo até ao momento, num total de mais de 20 horas de negociações sem interrupções, tanto à margem, como em plenário.

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