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Um ‘mísero’ golo é o que Ronaldo precisa para deixar para trás Platini

Um ‘mísero’ golo é tudo o que Cristiano Ronaldo necessita para deixar para trás os nove do ‘mítico’ francês Michel Platini e isolar-se como melhor marcador da história das fases finais do Europeu de futebol.

Na sua quinta presença, depois de 2004, 2008, 2012 e 2016, o ‘capitão’ da seleção lusa, de 36 anos, tem, no mínimo, três jogos, no Grupo F do Euro2020, para concretizar o objetivo, face a Hungria (15 de junho), Alemanha (19) e França (23).

A tarefa parece, assim, uma formalidade para Ronaldo, que nunca ‘falhou’ em Europeus, totalizando nove tentos, em 21 encontros, dois em 2004 (seis jogos), um em 2008 (três), três em 2012 (cinco) e outros três em 2016 (sete).

Com o tento apontado nas meias-finais do Euro2016, face ao País de Gales (2-0), o jogador luso igualou o recorde histórico de Platini, que só esteve na edição de 1984, o suficiente para apontar nove golos, em apenas cinco jogos.

Quanto a Ronaldo, começou a marcar logo no jogo de estreia, no qual alinhou como suplente utilizado.

No Estádio do Dragão, no Porto, em 16 de junho, tinha então 19 anos, começou o jogo de abertura do Euro2004 com a Grécia no banco, mas entrou ao intervalo, substituindo Simão, e, já nos descontos, aos 90+3 minutos, marcou de cabeça, após canto na esquerda por Figo, não evitando, porém, o desaire (1-2).

Depois de ficar em ‘branco’ com a Rússia (entrou apenas aos 78 minutos), a Espanha (foi titular pela primeira vez, saindo aos 85) e a Inglaterra (jogou os 120 minutos), Ronaldo voltou a faturar nas meias-finais, face aos Países Baixos.

Num tento a ‘papel químico’ do primeiro, o ’17’ luso faturou de cabeça, já na pequena área, na sequência de um canto na esquerda, desta vez apontado por Deco. Portugal seguiria para final, mas, desta vez, Ronaldo não marcou aos gregos (0-1), acabando a prova, menino, em lágrimas.

Quatro anos depois, na Áustria e Suíça, o ‘7’ luso passou, como Portugal, um pouco ao ‘lado’ do Euro2008, mas deixou a sua marca, no segundo embate, face à República Checa (3-1), depois de não ter faturado frente à Turquia.

Em Genebra, aos 63 minutos, Ronaldo marcou o seu terceiro golo em Europeus com um potente, rasteiro e colocado remate de pé direito, já dentro da área, em posição frontal, sem hipóteses para Petr Cech, após assistência de Deco.

Depois desse jogo prometedor, que colocou Portugal na fase a eliminar, não foi utilizado face à Suíça, para, depois, não conseguir ‘aparecer’ frente à Alemanha, no ‘adeus’ da formação lusa, derrotada por 3-2 nos quartos de final.

Em 2012, Ronaldo ‘ameaçou’ deixar o Europeu em ‘branco’, ao falhar o ‘encontro’ com o golo face a Alemanha (0-1) e Dinamarca (3-2), mas, ao terceiro jogo, com os Países Baixos a vencer e a equipa lusa a correr o risco de ser afastada, o então jogador do Real Madrid apareceu.

Aos 28 minutos, desmarcou-se na área, recebeu, na altura certa, uma assistência de João Pereira e marcou com toda a calma de pé direito, para, aos 74, selar a reviravolta com mais um tento de classe, desta vez assistido por Nani.

Portugal qualificou-se para os quartos de final e foi Cristiano Ronaldo, de novo, a resolver, com mais um golo aos checos (1-0), aos 79 minutos, com um cabeceamento de cima para baixo, em mergulho, após centro da direita de João Pereira.

Após estes três tentos, que lhe valeram ser o melhor marcador da prova, a par de mais cinco jogadores, ficou em ‘branco’ no ‘adeus’, dramático, face à Espanha, no desempate por grandes penalidades (2-4, após 0-0 nos 120 minutos).

Como em 2012, Ronaldo esteve ‘ausente’ dos dois primeiros encontros da edição de 2016 – falhando mesmo um penálti no segundo, face à Áustria -, mas apareceu ao terceiro, com um ‘bis’ decisivo face à Hungria, num empata a três.

O ‘capitão’ luso marcou aos 50 minutos, de calcanhar, após centro da direita de João Mário, para empatar a dois, e, aos 62, de cabeça, após cruzamento da esquerda de Ricardo Quaresma, para selar o 3-3 final, que valeu o apuramento.

Parecia que estava aberto o ‘ketchup’, mas Ronaldo ficou em ‘branco’ face a Croácia (oitavos de final) e Polónia (quartos), e só voltou a faturar nas ‘meias’, ao abrir o marcador face ao País de Gales, aos 50 minutos, de cabeça, nas alturas, após centro de Raphaël Guerreiro, num canto curto.

Na final com a França, resolvida no prolongamento pelo ‘herói’ Éder, Ronaldo saiu lesionado muito cedo e teve que esperar cinco anos para poder bater o registo de Platini e chegar aos 10 golos. Falta um, sendo que precisa de estar atento também a Antoine Griezmann, que soma seis.

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