União Europeia quer proibir ‘kebabs’

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Os ‘kebabs’ (que consiste em carne, de borrego ou outra, temperada com várias especiarias, assada num espeto giratório e fatiada, servida depois em pão pita ) vendidos de Norte a Sul e Portugal, em rulotes e lojas, podem ter os dias contados.

É que a União Europeia está em ‘guerra aberta’ contra o snack originário da Turquia, Grécia e Médio Oriente, adaptado pelos alemães, e quer proibir a sua venda em toda a União Europeia, por considerar que os fosfatos usado na carne representam riscos para a saúde dos consumidores.

A polémica proposta, que já levantou as vozes de protesto de comerciantes no Reino Unido, França e Alemanha, deverá ser votada no Parlamento Europeu dentro de duas semanas, depois de passar por uma série de processos burocráticos.

A proibição da venda do ‘doner kebab’ já viu alguns opositores no Comité de Saúde do Parlamento Europeu, com 22 votos contra e 32 a favor.

A ideia surgiu depois de uma série de estudos que ligam a utilização de fosfatos em alimentos ao aumento do risco de doenças cardiovasculares. Os produtores dizem que o aditivo é necessário para a conservação da carne, mantendo o seu sabor e suculência.

Os eurocratas estão ainda a ser acusados de serem “racistas”, por terem posto de parte a proibição de salsichas que contém o mesmo aditivo.

“Se o Parlamento Europeu levar esta proposta avante, será uma sentença de morte para toda a indústria do doner kebab na Europa.

Será ainda um duro golpe no negócio de muitas famílias, em especial turcas, que contestam o porquê da carne kebab ser o único alvo da proibição”, considerou Kenan Koyncu, da Associação Alemã de Produtores de Carne de Doner Kebab.

Este artigo foi publicado originalmente no Correio da Manhã

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