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“Vi-os com pedras amarradas aos pés”: Testemunha relata em tribunal o que viu horas antes da tragédia

Rui Minderico

“Vi-os com pedras amarradas aos pés.” A descrição é de Etelvina Fonseca, de 67 anos, empregada de limpeza da casa que foi arrendada pelos estudantes da Lusófona, em Aiana de Cima, e refere-se à tarde de dia 14 de dezembro, sábado, poucas horas antes de seis dos jovens serem arrastados por uma onda no Meco.

Etelvina refere que viu João Gouveia, o antigo Dux, com uma colher de pau na mão (usada na praxe) a liderar as vítimas que eram obrigadas a rastejar, dois a dois, com pedras nos pés.

A mulher diz que quando regressou à casa, depois da tragédia, esta estava limpa e só tinha a colher de pau usada na praxe.

Este artigo foi publicado originalmente no Correio da Manhã

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