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‘Vice’ do PSD considera “incompreensíveis” comparações do PR com anteriores nomeações para BdP

Lisboa, 25 jun 2020 (Lusa) – O vice-presidente do PSD Nuno Morais Sarmento classificou hoje como “incompreensíveis” as comparações do Presidente da República entre o caso Centeno e anteriores nomeações de ministros das Finanças para governadores do Banco de Portugal.

Em conferência de imprensa na sede nacional do PSD, Morais Sarmento criticou as “sucessivas referências indiferenciadas” que têm sido feitas ao histórico de nomeações para o Banco de Portugal, incluindo – “pasme-se” – as que foram feiras feitas em período da ditadura.

“Sem comprometer o PSD naquilo que vou dizer agora, para mim de todas as declarações que foram feitas a mais incompreensível é a do Presidente da República. Esta é uma questão política, mas também jurídica, o Presidente da República é também um insigne mestre de Direito. É para mim absolutamente incompreensível como é que, apenas por razões políticas, faça tábua rasa da existência de regimes absolutamente distintos antes e depois de 1998”, criticou Sarmento.

O vice-presidente do PSD chegou até a falar em “gaffe” e “referência infeliz” do chefe de Estado quando incluiu as nomeações para o Banco de Portugal feitas durante a ditadura.

“Completamente incompreensível, só se for por razões de facilitação política”, disse, quando questionado sobre o significado político que atribui a estas declarações.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, tem afirmado que não vê nenhum problema na passagem direta do ex-ministro Mário Centeno para governador do banco central.

“Eu já tinha dito que não via problema naquilo que se passou na nossa monarquia, na I República, na ditadura e em democracia, não uma vez, mas talvez duas dúzias de vezes, que foi membros do Governo do Ministério das Finanças, ministros ou secretários de Estado, passarem a governadores do Banco de Portugal”, referiu o chefe de Estado.

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